| Consumo cai e cachaça busca novo status |
| Ter, 15 de Março de 2011 17:25 |
O aumento do poder aquisitivo do brasileiro obrigou um típico produto nacional a também "ascender socialmente". A cachaça já não tem lugar cativo apenas na prateleira do boteco da periferia e começa a se consolidar no cardápio de restaurantes finos e no gosto das classes A e B.Mais que uma simples diversificação do portfólio, essa foi uma necessidade dos produtores, que há cinco anos já previam uma mudança no perfil do consumo e a migração do consumidor popular para bebidas destiladas mais caras e com mais status, como uísque e vodca - deixando a "pinga" um pouco de lado. O que era apenas uma intuição ficou claro nos dados coletados pela consultoria Nielsen no ano passado. Depois de sustentar mais de uma década de crescimento, o setor viu o consumo cair 3,8% em 2010 Os números fizeram a indústria o investimento nas chamadas cachaças "premium", envelhecidas em tonéis de madeira por pelo menos um ano. Elas são vendidas por um preço que chega a ser o dobro do de um uísque 12 anos. O resultado aparece no faturamento do setor, que, mesmo com a queda no consumo geral, faturou R$ 450 milhões no ano passado - 6,9% a mais que 2009. De olho na classe A, a Companhia Muller, que produz a caninha 51, lançou no fim de 2009 uma cachaça com quatro anos de envelhecimento, envasada em garrafa francesa, com design personalizado e que custa R$ 140 - bem acima da tradicional cachaça branca, que sai por R$ 3 o litro. "É uma estratégia para agregar valor à marca e prepará-la para atingir um consumidor mais exigente", diz Paula Videira, diretora de marketing. "Nosso objetivo também é lançar produtos jovens, com menor teor alcoólico, outra tendência no mercado." Fonte: www.estadao.com.br |

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